Orquestras
A orquestra Metalúrgica Filipéia também faz parte da história das Muriçocas do Miramar. Num dos primeiros desfiles do bloco quando essa
orquestra animava os poucos foliões, no meio do desfile na avenida Epitácio Pessoa o simples e único trio elétrico parou de funcionar.
Contagiados pelo frevo e muita energia os participantes nem chegaram a perceber. Essa situação cômica foi relembrada pelo Maestro Chiquito
que comanda hoje a festa no Pólo das Orquestas, a partir das 21 horas, na concentração da Praça das Muriçocas.
Fundada em 1984 por alunos do Departamento de Música da UFPB, desde então a Metalúrgica tem um trabalho de resgate, pesquisa e divulgação
da música nordestina com enfoque para o frevo. Já participou de várias concentrações do bloco das Muriçocas, bem como gravou o CD de aniversário dos 10 anos,
com arranjo e direção musical do Maestro Chiquito.Gravou também o primeiro LP do Folia de Rua, dois CDs do músico Livardo Alves e o disco ´Seleção do Frevo´,
com cantores de Frevos de Pernambuco onde teve a participação de Claudionor Germano, considerado o melhor cantor de frevo do Brasil.
A orquestra tem a composição Big-Band Clássica e irá se apresentar com 24 componentes, entre eles quatro trompetes, quatro trombones,
cinco saxofones, uma bateria, três percussões, quatro cantores, guitarra, teclado e contra baixo, além da presença do Maestro e o repertório será tipicamente
carnavalesco, com frevo canção, marchinhas cariocas, marchas de bloco e de rancho.
Para Chiquito, “a Filipéia tem tudo haver com as Muriçocas, porque participa desde a sua fundação. Está junta nesse trabalho de
consolidação do carnaval”.
Mayara Gonçalves
A cantora Mayara Gonçalves, de 20 anos, filha do mestre Fuba, é a revelação das Muriçocas do Miramar 2010. Ela vai animar o 5º trio que irá
descer a Avenida Epitácio Pessoa em direção à praia. O pai que é cantor, compositor e um dos fundadores do bloco diz que a nova cantora praticamente nasceu dentro
do bloco. “Mayara desde criança tem uma relação apaixonada pelo o Muriçocas do Miramar. Ainda quando criança foi porta-estandarte dos muriçoquinhas, depois passou
a ser por várias anos back vocal da banda que me acompanha no trio elétrico. E agora depois de estudar canto e piano com a mãe que é maestrina do Coral Municipal
de Pedreira, cidade do interior de São Paulo, não tenho dúvida de que Mayara está pronta para assumir a folia”, garante Fuba.
A mãe maestrina, Maria Augusta Gonçalves, revela que a filha desde os primeiros anos de nascida tem contato com a música, tanto é que ia de
fralda assisti-la dar aula. Mayara acredita que devido o berço musical tenha criado gosto pela música e se voltasse para o estudo do canto. “Além de minha mãe,
outro grande incentivo surgiu ao ver o meu pai arrastando o Muriçocas do Miramar, pois mesmo morando em São Paulo, todos os anos eu vinha à Paraíba e via essa
multidão toda seguindo meu pai, era uma coisa que me arrepiava”.
Com relação à tensão para estréia, Mayara Gonçalves diz que aceita bem essa expectativa que se cria em torno de seu nome, mas confia no seu
trabalho. A banda que a acompanha é formada de conceituados músicos paraibanos, entre eles o guitarrista Zé Filho, nome conhecido do cenário musical .
“O repertório será variado, com várias surpresas no percurso e com o objetivo de agradar o público diversificado”, conta Mayara.
A pesar da pouca idade, além de integrar corais ela cumpre agenda em cidades paulistanas cantando em bares e festas acompanhada de uma
banda. Agora, Mayara resolveu dar continuidade em sua trajetória musical na Paraíba. O principal motivo foi para ter uma convivência maior com o pai
(os pais se separaram quando tinha quatro anos). Mas ela também aponta que a necessidade de mudar, e o seu amor pela cultura nordestina ajudaram a tomar a
decisão de se instalar de vez no estado. “A cultura do Nordeste é muito linda. Eu acho que aqui você respira um ar diferente. Eu queria experimentar coisas
novas, eu estava com essa necessidade de mudar, de viver diferente”.
Mayara já tem planos definidos para depois da quarta-feira de fogo. Na quinta-feira viaja para animar o carnaval de Jaguariúna - SP, e
quando voltar vai se dedicar inteiramente à produção do seu primeiro CD, que ela espera gravar ainda em 2010.
Fuba
Flávio Eduardo Maroja Ribeiro (Fuba) é natural de João Pessoa, foi batizado na cidade de Mari e passou boa parte da infância em Campina Grande.
Sua inquietude, porém, o fez morar onze anos no Rio de Janeiro e dez em São Paulo.
Atualmente é o Produtor do Projeto Seis e Meia em João Pessoa e Campina Grandepor meio da Acorde Produções. Ex-vereador da capital e
ativista das artes sempre antenado com o dia-a-dia político-cultural da cidade, Fuba também já trabalhou como redator e diretor de criação de várias agências
de publicidade, foi diretor de Marketing da PBTUR, presidente da Associação Folia de Rua e é um dos fundadores, entre outros, do Bloco Muriçocas do Miramar,
responsável pelo ressurgimento do carnaval de rua de João Pessoa.
Tem cinco CDs gravados e várias músicas interpretadas por artistas nacionais. Publicou em 1981 o livreto “Apenas um dia...” e a
“Estrela Satélitica” além de vários folhetos de cordel. Em 2005 lançou o livro de crônicas “Nas ruas de nossas cabeças”. Em 2008, lançou o polêmico livro
“Parahyba 1930: A Verdade Omitida”.
Apesar de ter cursado engenharia, Fuba optou em ser um artista, poeta, compositor, músico, publicitário, produtor e carnavalesco.
Diana Miranda
A cantora e compositora pessoense Diana Miranda aprendeu com sua mãe (também musicista) que as sonoridades são fonte de vida e
“consolo para os males da existência”. Foi nessa perspectiva que a artista começou sua carreira.
Em 1993 gravou o primeiro CD com composições do irmão Paulinho Di Tarso, Jackson do Pandeiro e Dominguinhos.
Logo depois, após participar do Montreux Jazz Festival, sua carreira tomou outro rumo. Desde 1992, Diana se apresenta em palcos de vários
países europeus, dividindo-os com artistas do cenário mundial, como Jimmy Cliff.
Em sua bagagem musical, a artista leva frutos de sua criação como compositora, que passeia nos campos da economia, ecologia e
cultura, bem como repertórios de artistas paraibanos, como Cátia de França, Paulo Ró, Pedro Osmar e outros. É figura cativa nas manifestações
artísticas da cidade.
Renata Arruda
Renata Arruda nasceu em João Pessoa e começou sua carreira cantando no Coral Universitário da Paraíba. Em seguida,
mudou-se para Brasília em busca de um velho sonho: sua carreira musical.
A cantora e compositora gravou quatro CDs (“Traficante de Ilusões”, “Renata Arruda”, “Um do outro” e o último,
“Por elas e Outras”) e teve participação em mais quatro discos (“Canudinho”, “Jovem Pan”, “Rádio Hits”, “Made in Paraíba” e “Rio 2004 Aquele Abraço”).
Um momento raro e de muita emoção na vida da cantora foi sua participação, em 1997, no Som Brasil Especial Elis Regina, cantando a
música “Como os Nossos Pais” (Belchior), o que lhe proporcionou destaque na mídia nacional.